Surdos e Possíveis Profissões

Quais áreas profissionais os surdos se destacam?

Antes de contextualizar a questão dos surdos e suas profissões, é valido refletir um pouco diante da atual situação do Brasil perante si mesmo e à comunidade internacional. Nosso país se encontra em um período de alto crescimento e desenvolvimento, com avanços importantíssimo nas mais diversas áreas. Sediaremos a próxima Copa do Mundo e Olimpíadas, eventos que colocarão o Brasil ainda mais à mostra de todo o mundo, e que abrirão portas para que nosso país figure de vez entre os mais poderosos do mundo.
Um crescimento nesses moldes exige, para além de um sistema eficiente e justo aos olhos dos brasileiros e dos demais cidadãos do mundo, um número muito alto de profissionais capacitados e preparados para movimentar esta grande e pujante locomotiva chamada Brasil. É neste momento que, juntamente com todos os demais brasileiros, os surdos desempenham um papel-chave no nosso país: são cidadãos que precisam se qualificar, correr atrás e superar as dificuldades impostas pela atual conjuntura, a fim de se inserirem com sucesso no mercado e obter sucesso dentro dele.
Entre alguns trabalhos em que os surdos vêm se destacando, para além das de nível mais braçal, encontram-se funções relacionadas a serviços gráficos, a informática (como digitação, sistemas de informação, entre vários outros ramos desta), serviços administrativos e, com um destaque especial, na área de docência.
Nas áreas que exigem menores formações e demandam mão-de-obra para trabalhos mais braçais, grandes redes de supermercados e outras grandes companhias muitas vezes oferecem vagas à trabalhadores surdos, com base na lei 7.853 de 1989 aliada ao decreto 3298 de Dezembro de 1999, as quais fornecem sustentações gerais e a regulamentação para a política de inclusão no mercado de trabalho. Neste sentido, cabe ao aspirante à vaga ficar de olho em empresas com mais de 100 empregados, uma vez que a lei 8.213/91 prevê que estas empresas estão obrigadas a preencher de 2% a 5% dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência, habilitadas. Quando se trata de companhias com até 200 empregados, a proporção é de 2%; de 201 até 500 empregados , 3%; de 501 a 1.000 , 4%, e de 1001 em diante, 5%.
No que tange serviços relacionados à informática, existem algumas formações interessantes para surdos se profissionalizarem. Um exemplo é o curso de informática oferecido pelo Ministério das Comunicações em Brasília, que contou com 30 formandos e, destes, 8 surdos. Para ver a notícia, acesse http://www.mc.gov.br/noticias-do-site/22795-mc-realiza-cursos-de-informatica-para-funcionarios-terceirizados- . O mercado nesta área está em ascensão, e precisa de profissonais competentes. É uma ótima oportunidade de destaque.
Por fim, a docência é outra área muito apreciada pelos surdos, e na qual eles também obtém uma boa visibilidade. Além da grande quantidade de professores (sejam a nível de ensino fundamental, médio ou universitário) presentes nas escolas e academias, esta cadeia de profissionais têm prestado serviços como instrutores da Federação Nacional de Educação e Integração de Surdos (FENEIS) ou das Secretarias de Educação dos Estados e Municípios, seja através de contratação ou de nomeação. O depoimento de Geraldo, que além de instrutor no Instituto Pedagógico de Apoio a Educação dos Surdos de Sergipe (Ipaese), conserta computadores em domicílio e é aluno do primeiro ano do nível médio no mesmo instituto, mostra uma boa oportunidade de trabalho (link: http://www.inclusaosocial.com/ler.php?codigo=1998 ). Nestas instituições, trabalham na docência de cursos de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais); atividades de estimulação precoce, que visam possibilitar a aquisição de LIBRAS pelas crianças surdas e atividades desde a Pré-Escola até o Ensino Superior, que tem por fim viabilizar a aquisição/aprendizado de LIBRAS pelos alunos surdos.

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